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Economia e Sustentabilidade


Economia e a sustentabilidade

Os recursos ambientais desempenham funções econômicas, entendidas estas como qualquer serviço que contribua para a melhoria do bem-estar, do padrão de vida e para o desenvolvimento econômico e social.
Sustentabilidade e Desenvolvimento
A sustentabilidade está associada à idéia de estabilidade, de permanência no tempo, de durabilidade.
 “O desenvolvimento sustentável é aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades.” Esta definição foi criada pela Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento, que produziu um relatório chamado “Nosso futuro comum”, também conhecido como Relatório Burdtland (COMISSÃO BRUNDTLAND, 1991, p. 46).
Todas as nações devem visar um tipo de desenvolvimento que integre a produção com a conservação e ampliação dos recursos, e que vincule aos objetivos de dar a todos uma base adequada de subsistência e um acesso eqüitativo aos recursos. O conceito de desenvolvimento sustentável fornece uma estrutura para a integração de políticas ambientais e estratégias de desenvolvimento.
Princípios Gerais de Sustentabilidade
Prevenção: menor custo a degradação/poluição
Precaução: avaliação prévia dos impactos
Participação: envolvimento da comunidade
Proatividade: prevenção de problemas
Compensação: melhoria ampla em outra área
Compromisso melhoria continua: meta modesta
Poluidor pagador: arcar com os custos de remediar
Um lado voltado ao descontrole paulatino do senário político e o crescimento econômico mundial e, o outro para o futuro do nosso Planeta Terra.





Em foco: A transição do cenário político e econômico e a escassez dos recursos naturais

A nova ordem mundial, o princípio do holocausto no Planeta.

Na última década, principalmente no início da década de 90 - o mapa mundi político sofre transformações radicais. Surgimento de novos países.
  • Em 1988 - 170 países
    • Em 1995 - mais de 190. Ex.: Alemanha – reunificada; Tchecoslováquia - dividida entre a República Tcheca e a Eslováquia.
    • Iugoslávia - dividida em cinco novos países: Croácia, Eslovênia, Bósnia, Macedônia e Iugoslávia.
    • União Soviética - uma das duas superpotências mundiais até o final dos anos 80, dividida em quinze nações independentes.

Anos revolucionários

1989 a 1991 - período de aceleração do tempo histórico, de mudanças radicais e irreversíveis.
1939 a 1945 - Segunda Guerra Mundial, acontecendo mudanças profundas no mapa-múndi. Nesses dois momentos ocorreram não apenas uma série de redefinições de fronteiras, mas também a crise de uma ordem geopolítica mundial.

Ordem mundial multipolar

Antes da Segunda Grande Guerra haviam vários pólos ou centros de poder que disputavam a hegemonia internacional: Inglaterra, a França e em especial a Alemanha, grandes concorrentes no continente europeu e na colonização da África e da Ásia; Estados Unidos, que já haviam se tornado uma grande potência no continente americano; Japão, que se lançava numa aventura expansionista no leste e sudeste da Ásia; Rússia sempre militarizada e disposta a guerras de conquistas territoriais.
A Primeira Guerra (1914-1918) e, especialmente, a Segunda Guerra mundial foram momentos de desequilíbrio nessa ordem multipolar, de acirramento das disputas entre as grandes potências.

Um novo cenário

Ao final da Segunda Guerra as potências européias estavam arrasadas e logo os seus impérios coloniais na África e na Ásia desmoronaram, configurando-se um novo cenário mundial. O Japão também saiu arrasado da guerra e perdeu as áreas que havia conquistado.

Época da Bipolaridade

Duas novas potências mundiais – os Estados Unidos e a União Soviética – passaram a dividir o mundo entre si. Foi a época da bipolaridade, baseada em dois centros de poder, durando cerca de 45 anos, até 1991.
O mundo bipolar foi marcado pela disputa entre o capitalismo e o socialismo, tidos como dois sistemas sócio-econômicos alternativos e até antagônicos.
Cada grande potência mundial - ou superpotências, como eram chamadas - liderava o seu bloco ou conjunto de países:
  • Estados Unidos eram o líder econômico e político-militar do mundo capitalista.
  • União Soviética era a guardiã e exemplo a ser seguido no antigo mundo socialista.

Final dos anos 80

Essa ordem mundial entrou em crise, devido a um maior crescimento de outros centros capitalistas (o Japão e a Europa ocidental), que passaram a disputar ou dividir a supremacia internacional com os Estados Unidos, e ao esgotamento do modelo socialista (em particular a economia planificada) adotado pela União Soviética e demais países desse bloco.

Dos três mundos à oposição Norte/Sul

A regionalização do espaço mundial sempre está ligada à ordem internacional que prevalece num certo momento.
No início do século, por exemplo, o mundo se encontrava dividido em:
o       países dominantes, em geral potências colonizadoras;
o       áreas periféricas ou coloniais;
o       compartimentação do mundo entre as grandes potências mundiais da época, cada uma com suas colônias ou áreas de influência.

Já após 1945 o mundo ficou dividido em três "mundos" ou conjuntos de países:
o       Primeiro Mundo (países capitalistas desenvolvidos),
o       Segundo Mundo (países socialistas ou de economia planificada)
o       Terceiro Mundo (áreas periféricas ou subdesenvolvidas, com freqüência marcada pelas disputas entre o capitalismo e socialismo).

Como teria iniciado esta regionalização atual, a partir dos anos 90?

É preciso entender a crise do Segundo Mundo (países socialistas) e como essa crise vem reforçando a oposição entre o Norte industrializado e o Sul subdesenvolvido. Com a crise do "mundo socialista", o Segundo Mundo vem deixando de existir nos últimos anos, embora ainda existam alguns poucos países que se dizem socialistas (Coréia do Norte, Albânia, China e até Cuba).
Devemos entender também o que é o Capitalismo e Socialismo.

Os sistemas sócio-econômicos

Capitalismo: se caracteriza por apresentar uma economia de mercado e uma sociedade de classes.
Por economia de mercado, devemos entender a situação em que o mercado desempenha o papel principal nas decisões econômicas. Tais decisões são tomadas pelos donos das empresas privadas (os capitalistas) ou por seus representantes (diretores, administradores) e sempre têm por objetivo o lucro das empresas.
A sociedade capitalista é dividida basicamente em duas classes sociais:
a burguesia, composta pelos capitalistas, donos dos meios de produção (fábricas, bancos, fazendas, etc.), o proletariado, constituído por aqueles que, não possuindo meios de produção, têm de trabalhar para os que os possuem, em troca de um salário.
Existem pessoas que não se enquadram perfeitamente em nenhuma delas. Os profissionais autônomos não podem ser classificados nem como capitalistas nem como proletários.
Situações econômicas não-capitalistas, como, por exemplo, certos trabalhadores rurais, que não recebem salários do proprietário das terras, mas sim parte do que produzem.
Socialismo: por sua vez, tem como características básicas uma economia planificada e uma sociedade teoricamente sem classes.
Na economia planificada, o elemento principal do funcionamento do sistema econômico (produção, consumo, investimentos, etc.) é o plano e não o mercado.
Os meios de produção são públicos ou estatais, quase não existem empresas privadas.
As decisões econômicas são estabelecidas determinando antecipadamente o que será produzido na agricultura, na indústria, nos serviços, durante o período abrangido pelo plano.
Decisões são mais centralizadas que na economia de mercado.
Não existe mercado de capitais (compra e venda de ações),
Não existe mercado de trabalho (oferta e procura de empregos), pois o plano tem que levar em conta o crescimento do número de trabalhadores e aumentar o emprego na mesma proporção.
Sociedade teoricamente sem classes sociais, já que as classes seriam determinadas pela forma de apropriação dos meios de produção.
Contudo, a socialização dos meios de produção nunca acabou de fato com a diferença entre as classes sociais, pois grandes empresas estatais são controladas por uma elite que se tornou a classe dominante nesses países.
Na última década, os países ditos socialistas estão gradualmente desmanchando seu sistema sócio-econômico e introduzindo mecanismos de mercado em suas economias. O Segundo mundo está em extinção.

As disparidades entre o Norte e o Sul

Com a crise do mundo socialista, aumenta a oposição entre o Norte industrializado e o Sul subdesenvolvido. Isso, porque deixa de haver o conflito Leste/Oeste, ou seja, entre o socialismo real e o capitalismo.
Esse conflito, que dominou a ordem mundial nas últimas décadas, intermediava ou atravessava a oposição Norte/Sul. As duas superpotências tinham participação direta ou indireta em qualquer conflito importante no plano mundial.
Uma guerra civil num país africano ou asiático, por exemplo, mesmo que tivesse uma razão étnica (disputas de etnias ou nacionalidades diferentes), sempre acabava sendo instrumentalizada pelas duas superpotências. Uma delas ajudava um lado - oferecia armamentos, assessoria e auxílio - e a outra fazia o mesmo com o outro lado da disputa. Isso dava a impressão de que um dos lados combatia pelo socialismo, e que o outro lado defendia o capitalismo ou a democracia (era o discurso daqueles auxiliados pelos norte-americanos).
Com isso, a oposição entre o Norte rico e o Sul pobre nunca transparecia claramente, era sempre abafada ou dominada pelo conflito entre o Leste socialista e o Oeste capitalista. O final dessa contradição Leste/Oeste com a crise do socialismo real torna a oposição Norte/Sul mais direta, mais visível. Inclusive o término do jogo das duas superpotências por áreas de influência põe fim às "ameaças" capitalista ou socialista, pretexto para repressões nos países pobres.
Com isso, iniciou-se uma crítica mais acirrada aos países ricos por parte dos governos dos países subdesenvolvidos, nesta última década.

Aumento das diferenças

A oposição entre o Norte e Sul é acentuada por grandes disparidades:
desigualdades internacionais, que vem aumentando desde os anos 80 e devem se agravar mais ainda neste início de século.
O PNB, de trilhões de dólares, e a renda per capita de 24 mil dólares dos Estados Unidos, por exemplo, e num outro extremo podemos mencionar como comparação dois países africanos: Uganda e Tanzânia (renda per capita de 220 dólares). Isso nos mostra que alguns países regrediram num período de 10 anos, ficando mais pobres ainda enquanto outros dobraram a produção, e a renda média por habitante.
As economias mais avançadas do Norte industrializado estão atravessando a chamada revolução técnico-científica com substituição de força de trabalho por máquinas, com a expansão da informática, entre outros.
Os países do Sul só tem duas coisas a oferecer: matérias primas e mão de obra barata, e esses dois elementos perdem valor a cada dia. Em grande parte já terminou a época da mão-de-obra desqualificada e a importância dos minérios e gêneros agrícolas em geral. Somente os países com uma força de trabalho qualificada (resultado de sistema educacional) e tecnologia avançada é que possuem condições ideais para o desenvolvimento.

O subdesenvolvimento

Fenômeno que abrange mais da metade da humanidade, nos chamados países do Sul. De forma sucinta, podemos definir o subdesenvolvimento como uma situação econômico-social caracterizada por dependência econômica e grandes desigualdades sociais.

Vejamos cada um desses aspectos

Subordinação ou dependência econômica: Todos os países do Sul ou do Terceiro Mundo são economicamente dependentes dos países desenvolvidos.

Tal dependência manifesta-se de três maneiras:

Endividamento externo. Normalmente, todos os países subdesenvolvidos possuem vultosas dívidas para com grandes empresas financeiras internacionais, localizadas nos países desenvolvidos.
Relações comerciais desfavoráveis. Geralmente, os países subdesenvolvidos exportam para as nações ricas produtos primários (não-industrializados), como gêneros agrícolas (café, cacau, soja, algodão, etc.) e minérios de ferro, cobre, manganês, etc. As importações, por sua vez, consistem basicamente em artigos manufaturados (industrializados), material bélico (armamentos) e produtos de tecnologia avançada (aviões, computadores, máquinas automatizadas, etc.).
Tais relações mostram-se desvantajosas para o Terceiro Mundo, pois os artigos importados têm preços bem mais altos que os exportados, além de se valorizarem mais rapidamente. Assim, o preço de um produto manufaturado (um trator, por exemplo) sobe muito mais depressa que o preço de uma matéria-prima, como o minério de ferro. Dessa forma, se um país subdesenvolvido exporta uma certa quantidade de minério de ferro para comprar dez tratores, daqui a dez anos provavelmente necessitará exportar uma quantidade muito maior de ferro para importar os mesmos dez tratores.
Forte influência de empresas estrangeiras. Nos países subdesenvolvidos, boa parte das principais empresas industriais, comerciais, mineradoras e às vezes até agrícolas é de propriedade estrangeira, possuindo a matriz nos países desenvolvidos. São as chamadas multinacionais, ou grandes empresas internacionais, como a Shell, a ITT, a Toyota, a IBM, a Fiat, a Volkswagen, a Coca-Cola, a Ford, etc. Uma grande parcela do lucro dessas empresas é remetida para as matrizes, o que provoca acentuada descapitalização nos países do Terceiro Mundo ou do Sul.

Grandes desigualdades sociais:

Em todos os países subdesenvolvidos, a diferença entre ricos e pobres é muito acentuada, bem maior que nos países desenvolvidos ou do Norte. Por exemplo:
Colômbia, 2,6% da população possui 40% da renda nacional;
no Chile, 2% dos proprietários possuem 50% das terras agrícolas.
É claro que desigualdades existem em qualquer país, mas nos países subdesenvolvidos em geral elas são exageradas. Isso se toma ainda mais grave por se tratar de países normalmente pobres. Dessa forma, a população de baixa renda acaba tendo sérios problemas de subnutrição, falta de moradias, inadequado atendimento médico, insuficiência de escolas, analfabetismo, etc.